Para entender a ansiedade

Alguma vez você já se sentiu nervoso sem motivo aparente? Teve a sensação de estar paralisado diante de um problema ou situação comum? A ansiedade possui uma função evolutiva que, no mundo de hoje, parece fora de lugar e pode provocar muito sofrimento desnecessário. Não à toa, a ONU já a classifica como a doença mental mais comum no planeta: 273 milhões de pessoas – ou cerca de 4% da população mundial. Para a psicanálise, ela é um mecanismo natural do cérebro para frear impulsos e instintos que lhe pareça perigoso. O problema é que muitas vezes o ansioso desenvolve um gatilho neurótico ou irracional.

Dividimos o comportamento ansioso em motivados por experiências traumáticas ou de perigo, ocasionadas como uma resposta natural. A ideia é que essas situações formam conexões que o subconsciente interpreta como causais, mesmo quando essa percepção é infundada, e que inunda o cérebro com estímulos fora de lugar.

Entretanto, ao contrário da depressão, a ansiedade não deve ser encarada como uma patologia, pois é uma parte necessária ao desenvolvimento psíquico. É aprendendo a ter medo que nos protegemos de situações de perigo real. Por isso mesmo a solução é reaprender sobre o que ter medo.

Ter ansiedade ou sofrer desse mal faz com que a pessoa perca uma boa parte da sua autoestima, ou seja, ela deixa de fazer certas coisas porque se julga ser incapaz de realizá-las. Dessa forma, o termo ansiedade está de certa forma ligado à palavra medo, sendo assim a pessoa passa a ter medo de errar quando da realização de diferentes tarefas, sem mesmo chegar a tentar.

A Ansiedade em níveis muito altos, ou quando apresentada com a timidez ou depressão, impede que a pessoa desenvolva seu potencial intelectual. O aprendizado é bloqueado e isso interfere não só no aprendizado da educação tradicional, mas na inteligência social. O indivíduo fica sem saber como se portar em ocasiões sociais ou no trabalho, o que pode levar a estagnação na carreira.
Abaixo alguns dos sintomas mais comuns reportados pelas pessoas que sofrem de ansiedade:
• Fadiga
• Insônia
• Falta de ar ou sensação de sufocamento
• Confusão
• Instabilidade ou sensação de desmaio
• Dores no peito e palpitações
• Afrontamentos, arrepios, suores, frio, mãos úmidas
• Boca seca
• Contrações ou tremores incontroláveis
• Tensão muscular, dores
• Necessidade urgente de defecar ou urinar
• Dificuldade em engolir
• Sensação de ter um "nó" na garganta
• Dificuldades para relaxar
• Dificuldades para dormir
• Leve tontura ou vertigem
• Vômitos incontroláveis
• Sensação de impotência

Geralmente o tratamento para ansiedade é feito com psicoterapia e medicamentos, dentre os quais ansiolíticos e antidepressivos. É claro que estes medicamentos são muito importantes, mas se forem retirados os sintomas tendem a reaparecer. Por isso, a importância em escolher uma psicoterapia para analisar e enfrentar as causas psicológicas deste transtorno.